Sempre achei que nasci na época errada, ver sentimentos banalizados, comportamentos exagerados sem causas, futilidade em toda esquina... O que me faz pensar que se tivesse 20 anos no início da década de 70 seria tudo melhor, seria tudo emocionante e mágico. Assisti um filme que não me sai da cabeça, FOI APENAS UM SONHO (Revolutionary Road), quando vi April Wheeler não pude deixar de me identificar com ela. Uma atriz que não deu certo, casada e com filhos, tem uma vida totalmente comum e é totalmente infeliz, não entrando muito no foco do filme, mas sim de April, pois é como me sinto agora. Pra salvar sua felicidade April planeja se mudar pra Paris. Mas a realização de um sonho (infantil!?) nem sempre é tão fácil, a realidade trata de mostrar como a vida é cruel com os sonhadores! Isso me faz pensar no que estou fazendo da minha vida, pois não há nada mais aterrorizante do que se tornar uma pessoa comum quando você se acha especial... É muito mais fácil agarrar as oportunidades que aparecem que jogar tudo pro alto e ir realizar um sonho. Será que vale a pena viver a vida do jeito que tem que ser para não machucarmos as pessoas ao nosso redor, ou até mesmo os nossos sentimentos? Têm muita gente que faz isso de uma maneira simples, outros nem tanto. Me identifiquei com April, em querer mudar, ir atrás da felicidade, sonhar e sonhar... Mas querer não me transformar em tudo aquilo que eu odeio parece ser absurdo, as pessoas querem ver ações e não sonhos bobos, parece errado não querer ser uma pessoa medíocre. Mas acho louvável a atitude de Frank, agarrar-se ao que é certo, colocar os pés no chão, e seguir infeliz, mas pelo menos sem o fracasso. Não posso deixar de perceber que ele fez aquilo pra tentar manter o que tinha, continuar estável, pensando que sonhar fosse talvez apenas uma bobagem.
Tenho a ambição de April, me recuso a ser infeliz, a não ousar pra não fracassar, me recuso a não tentar realizar meus sonhos, apesar de parecer idiotice. Mas como fazer isso sem ninguém sair machucado? Eu não sei. Depois disso tudo eu percebi que talvez não seja a época errada pra mim, assim como pra April não seja o país. Não é Paris, ou a década de 70, mas sim sonhos... Como tenho escutado por aí: São tempos difíceis para os sonhadores. Não quero ser igual a todos e num futuro ficar apavorada pensando em como as coisas poderiam ter sido. É terrível acordar e saber que vai ter mais um dia igual, acordar e saber que não vive, apenas agüenta.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Cansada
Eu nunca me permiti mostrar o que eu estava sentindo, ou errar com aqueles que convivem comigo, nunca magoei ninguém quando pude evitar, eu sempre fiz de tudo pra ser aceita, sempre aguentei tudo calada... Mas de algum tempo pra cá tenho percebido que ninguém nunca fez nada disso por mim, mas creio que foi um caminho que eu mesma construí, ou seja talvez porque eu uso o bom senso. Recentemente uma pessoa bem próxima a mim, fez algo que talvez não tenha sido certo, algo que me fez perder a confiança de uma certa forma, o que me leva a crer que não mostrar os sentimentos seja a melhor opção. Sempre fui covarde, assumo, mas isso não dá a ninguém o direito de fazer por mim o que tem que ser feito.
Talvez as pessoas que convivo não tiveram a intenção de me machucar, mas também não evitaram, não pararam quando tiveram a oportunidade, não pararam quando perceberam que aquilo podia acabar comigo, e eu sei o porquê, elas pensaram que eu aguentaria calada, como sempre aguentei, tiveram a certeza que eu iria perdoar, como sempre perdoei, sabiam que nada iria mudar pois eu sou fraca. Mas pensaram errado em relação a algumas coisas, continue aguentando calada, mas não perdoei, me permiti a ficar com raiva, comecei a perceber que não teve consideração, e eu posso ser fraca, mas não irei esquecer.
Cansei de aguentar, de fingir que está tudo bem, de tentar ser legal, de perdoar tudo e todos e ficar mal por isso... Não vou mais falar por educação com ninguém, se eu quiser falar, eu falo, se não, problema de seja lá quem for. Não vou mais dar tanta importância a ninguém, as pessoas não sabem lidar com o amor, logo se sentem sufocadas e acabam estragando tudo. Não irei confiar, confiei em alguém que conheci ha séculos, e ela foi a primeira a me trair. Não me lamentarei por nada que aconteceu, agora eu sei que não tenho culpa por nada, a infantilidade dos outros me fez insana por algum tempo. Eu não consigo entender, não consigo. Por que jogar fora um sentimento verdadeiro em troca de algo que você nem sabe se vai acontecer? Nunca tive coragem pra tal ato, nunca. Eu tenho amor pra dar, só não quero desperdiçar com alguém que não dá valor suficiente.
Talvez as pessoas que convivo não tiveram a intenção de me machucar, mas também não evitaram, não pararam quando tiveram a oportunidade, não pararam quando perceberam que aquilo podia acabar comigo, e eu sei o porquê, elas pensaram que eu aguentaria calada, como sempre aguentei, tiveram a certeza que eu iria perdoar, como sempre perdoei, sabiam que nada iria mudar pois eu sou fraca. Mas pensaram errado em relação a algumas coisas, continue aguentando calada, mas não perdoei, me permiti a ficar com raiva, comecei a perceber que não teve consideração, e eu posso ser fraca, mas não irei esquecer.
Cansei de aguentar, de fingir que está tudo bem, de tentar ser legal, de perdoar tudo e todos e ficar mal por isso... Não vou mais falar por educação com ninguém, se eu quiser falar, eu falo, se não, problema de seja lá quem for. Não vou mais dar tanta importância a ninguém, as pessoas não sabem lidar com o amor, logo se sentem sufocadas e acabam estragando tudo. Não irei confiar, confiei em alguém que conheci ha séculos, e ela foi a primeira a me trair. Não me lamentarei por nada que aconteceu, agora eu sei que não tenho culpa por nada, a infantilidade dos outros me fez insana por algum tempo. Eu não consigo entender, não consigo. Por que jogar fora um sentimento verdadeiro em troca de algo que você nem sabe se vai acontecer? Nunca tive coragem pra tal ato, nunca. Eu tenho amor pra dar, só não quero desperdiçar com alguém que não dá valor suficiente.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)