quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Esperar

Ah, como é ruim esperar. Já esperei tanto, pra encontrar alguém, pra ser notada, ser admirada, pra ser amada. Às vezes eu acho que se eu usasse a roupa mais extravagante do mundo, gritasse no meu tom mais alto, exigisse o mínimo de atenção não adiantaria. Definitivamente, as pessoas só vêem o que querem ver. Tenho de usar o clichê agora, acho que sou boa demais pra tudo isso.
Eu tenho medo de chegar aos 40 e perceber que eu passei a vida procurando alguém que me visse por inteiro, corpo e alma. Acho que eu comecei a me ver por inteiro. Descobri o meu valor, tô descobrindo que nem eu vejo as pessoas por inteiro, como elas podem me ver? Rsrs.
Minha sensibilidade está aflorada ultimamente, mais ainda, se é que é possível. Na parte do crescimento interior, auto conhecimento, tô focada no existencialismo, é o que eu mais gosto, tô pensando qual será o próximo passo, mas o existencialismo me basta por enquanto. Se vai dar em alguma coisa eu não sei, mas eu tô me sentindo tão leve, nem faço mais nada pelos outros, eu tô evoluindo. Dizem que começa por aí.
Mas tem aquela pessoa que eu não esqueço, voltando pro clichê, dizem que eu sou jovem demais pra lidar com esse tipo de situação. Tem que ter algo a se enfrentar. As almas mais experientes sabem o que quero dizer.
Acredito que a vida seja uma eterna espera, espera por amor, por paz, por respostas, por felicidade... É angustiante, sempre. Rsrsrs
Às vezes, encontro a lealdade aqui, o companheirismo na outra esquina, o amor do outro lado do mundo, a sujeira ao lado... E assim todos os humanos tentam juntar as coisas boas num lugar só. Nem mesmo Freud explicaria. Talvez seja melhor parar de procurar fora e começar a juntar dentro, assim algumas das muitas esperas seriam riscadas da lista.
É muito comum ficar imaginando de onde vem o 'gift', o motivo e tudo mais, mas nem importa, já tá aqui mesmo. Daqui a alguns anos outra cabecinha feito a minha estará fazendo a mesma coisa, e também vai enlouquecer. Rsrsrs
Ler, comer, fazer amor, encarar a verdade, levar o lixo pra fora, fumar maconha, ir ao cinema torna a espera mais tolerante. É complicado ignorar o resto, mas para quem tem o tal do gift é necessário. Ando ouvindo Jazz, oh my God, existe algum tipo de música mais divido? Jazz, Blues, Soul, Folk é remédio pra consciencia. Nada melhor que acordar e ouvir John Coltrane ou Ray LaMontagne.
No auge dos 20, da Filosofia moderna, do Jazz, da vontade de ser notada, eu começo a amadurecer. Agradeço ao tempo, que está do meu lado.
Continuarei fazendo o que sempre faço e farei um esforço pra ver as pessoas de corpo e alma. Sem esperar nada de volta. O gift nos faz ver que nem todo mundo tem esse poder.

E você, tá esperando o quê?

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